Neurônio Digital em novo endereço

Depois de alguns meses no neuroniodigital.posterous.com, este blog volta para seu endereço original www.neuroniodigital.com.br.

Apesar da mudança, recomendo o Posterous para quem quer criar um blog e não sabe por onde começar. O serviço agiliza e estimula a postagem e o exercício de postar continuamente ajuda a definir uma linha editorial.

Os leitores que utilizam o canal de RSS não serão afetados por essa mudança, mas recomendo visitar o blog para conhecer o novo layout.

A nova interface do YouTube e o sistema de avaliação com estrelas

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Na análise da nova interface do YouTube feito pelo Gizmodo, o que mais me chamou atenção foi o estudo sobre o sistema de avaliação com estrelas. A maioria dos usuários dá 1 ou 5 estrelas na avaliação dos vídeos e isso justificou a mudança para um sistema thumbs up/down.

Você pode testar a nova interface (em inglês) e voltar para a versão anterior.

O problema do desenvolvimento de software em cascata

No post o perigo do mini-waterfall em times ágeis, o autor Antonio Carlos Silveira resume bem um dos maiores problemas com o processo tradicional de desenvolvimento em cascata:

Falta de compromisso com o todo, (...) cada um faz a sua parte, e que o próximo na fila no processo dá o seu jeito para entregar para o próximo e assim por diante, as pessoas passam a ser responsáveis pelas suas especialidades e não pelo produto, pela entrega final.

O mito do conteúdo acima da dobra

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A expressão "acima da dobra" vem do jornalismo impresso e refere-se ao conteúdo que fica aparente quando o jornal ainda está dobrado. Na versão web, o termo está relacionado ao que está visível antes da barra de rolagem.

Colocar o conteúdo acima da dobra sempre foi uma polêmica no desenvolvimento web, principalmente porque é impossível saber com precisão onde fica a dobra, já que sua posição varia de acordo com a tela do dispositivo utilizado para acessar o site.

Recentemente uma agência inglesa de design divulgou uma pesquisa para verificar o uso da barra de rolagem feita com uma amostra de 800 testes com usuários.

O estudo revela que o conteúdo acima da dobra tem sua importância, mas que o usuário tem o hábito de utilizar a barra de rolagem com bastante frequência. São destacadas algumas boas práticas a serem seguidas para estimular o uso da barra de rolagem:

  • Espaços em branco encorajam o usuário a explorar a página até o final
  • Linhas horizontais dão a impressão que a página acabou e costumam esconder o conteúdo abaixo delas
  • Evitar o uso de rolagem em iframes ou qualquer outra rolagem que não seja da própria página

/via 456bereastreet.com

Especialização profissional e as metodologias ágeis

Muito desenvolvedor não gosta de fazer teste exploratório “porque isso é função do cara de QA”. Muito designer não gosta de fazer CSS e HTML porque isso é coisa de “desenvolvedor de front-end”. Bullshit! Imagine se um zagueiro está com a bola na linha do gol e diz que não vai fazer o gol porque não é atacante? Não tem essa, o foco é ganhar o jogo, entregar o produto, deixar o cliente feliz, não importa fazendo o que. Com o tempo você descobre a receita do time (quantidade de pessoas de cada especialidade) para que as pessoas passem a maior parte do tempo fazendo sua especialidade, mas isso não significa que elas não devem fazer ou entender de outras coisas.

Trecho do artigo do Guilherme Chapiewski sobre métodos agile na Globo.com.

/via @drigoteixeira

Como funciona a gestão de projetos no Google

Sempre que vejo essas fotos dos espetaculares escritórios do Google fico curioso em saber como funciona a gestão de projetos dentro da empresa. Como os funcionários se mantêm produtivos com videogame, sinuca, pinball e outras tantas formas de diversão/distração?

Encontrei esse ótimo artigo do desenvolvedor russo Vadim Motorine, que embora nunca tenha trabalhado na empresa, fez uma boa pesquisa sobre o assunto. Primeiramente Motorine afirma que o processo da Google não pode ser facilmente copiado, pois diferente da realidade do mercado, quase sempre é a empresa que determina seus próprios prazos. Mas vale a pena destacar alguns pontos interessantes:

  • Não há prazos definidos, mas se um projeto é útil e finalizado seus participantes são muito bem recompensados.
  • Qualquer programador pode iniciar um projeto a qualquer momento. Isso não gera o caos, pois são poucos os que decidem largar um bônus garantido a um futuro incerto.
  • Você pode mudar de projeto a qualquer momento, no entanto os times costumam permanecer estáveis desde o início (por interessante pessoal ou pelo bônus)
  • As informações de todos os projetos são compartilhadas com todos os desenvolvedores
  • Todo iniciante possui um par dentro da empresa, geralmente um profissional com mais experiência, que faz sua avaliação semanal
  • Todos os integrantes de um projeto trabalham na mesma sala (de 3 a 5 pessoas)
  • Todo projeto tem uma fila de trabalho ordenado por prioridades
  • Coisas como a fila de trabalho, controle de versão, documentação e testes são formalizadas e rigorosamente acompanhadas
  • Desenvolvedores são incentivados a passar 20% de seu tempo* trabalhando em qualquer coisa que não seja seu projeto principal
  • Não há reuniões de funcionários de manhã ou à noite, quando eles acreditam serem os horários mais produtivos das pessoas.
  • Há o café da manhã gratuito para os que chegam cedo e jantar gratuito para os que ficam até tarde. O almoço e lanches são gratuitos para todos.
  • Pelo que tudo indica, parece que o Google aplica seu lema "Don't be evil" também no gerenciamento de seus projetos.

* Nesse outro artigo da Google Blogoscoped, um provável desenvolvedor do Google explica como a empresa controla os 20% do tempo livre de cada funcionário: "No Google os gerentes assumem que os funcionários possam gerenciar seu próprio tempo. Se um desenvolvedor não consegue controlar seu próprio tempo, ele provavelmente não será bom para o Google".

O que faz um site ter sucesso? Muito além do código, layout e usabilidade

A maioria dos profissionais de web avaliam um site pela estética (layout), alguns observam a facilidade de uso e navegação (usabilidade) e outros ainda verificam a compatibilidade e organização do código.

Entender o negócio do seu cliente e os objetivos de um projeto são aspectos muito mais importantes e essenciais para o sucesso de um site, como mostra Paul Boag, da Headscape e do podcast boagworld.com, nesse artigo da 24 ways.

Segundo o autor, antes de abordarmos questões como layout, usabilidade e código, devemos compreender os objetivos empresariais de um site, estabelecer com clareza as CTAs (calls to action) e entender as necessidades dos usuários. Sem esses conceitos bem fundamentandos, não há site que dê certo.